Espetáculo “SOMA” estreia no Theatro Carlos Gomes com reflexão sobre maternidade, identidade e transformação
O Theatro Carlos Gomes, em Vitória, recebe a estreia do espetáculo SOMA, entre os dias 28 e 31 de maio. O encontro entre dança contemporânea, tecnologia, artes visuais e experimentação sensorial é idealizado pela bailarina Gabriela Moriondo e pelo multiartista Glauber Vianna. Os ingressos podem ser adquiridos pela plataforma Sympla com valores a partir de 22 reais.
Com classificação livre, a obra apresenta uma investigação poética sobre transformação e identidade, convidando o público a uma percepção mais atenta do tempo, do corpo e das sensações produzidas em cena.
O espetáculo é contemplado pelo Edital n° 10/2024 – Artes Cênicas, da Secretária da Cultura (Secult), com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura), e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura (MinC), Governo Federal.
Gabriela Moriondo, formada em Dança Contemporânea pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, especializada em Estudos de Dança no Trinity Laban Conservatoire of Music and Dance (UK), e graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), retorna aos palcos apos dois anos afastada desde o nascimento da filha
“Esse processo acabou se incorporando ao trabalho e trouxe novas camadas para a cena, ligadas à metamorfose e ao redescobrimento de mim mesma como mãe, mulher e artista”, afirma.
Idealizado no Espírito Santo, o espetáculo reforça sua conexão com o território ao reunir artistas, técnicos e profissionais capixabas em diferentes áreas da criação. O projeto dá continuidade à pesquisa iniciada em Inconstante (2024), aprofundando a relação entre dança contemporânea, tecnologia e experiência sensorial.
Tecnologia como meio, não como fim
Em SOMA, a tecnologia integra organicamente a linguagem cênica, atuando na construção do espaço, da luz e da ambiência sonora. O trabalho dialoga com a maneira como nos relacionamos hoje, com a presença e com as imagens, criando uma atmosfera imersiva alinhada ao universo das grandes experiências contemporâneas. Mais do que um recurso técnico, esses elementos estruturam a própria dramaturgia da obra.
A combinação entre som, projeção, iluminação e laser potencializa a experiência sensorial da montagem e estabelece um diálogo direto com a dança, criando uma cena em constante transformação.
Elementos como um sistema de espelhos móveis, desenvolvido em parceria com alunos e professores da Escola Estadual de Ensino Médio Arnulpho Mattos, e uma grande tela translúcida de projeção ampliam as possibilidades visuais do espetáculo, criando camadas que transitam entre o físico e o virtual.
“Existe uma dimensão experimental muito forte em SOMA. A tecnologia não aparece como um efeito visual gratuito ou um elemento isolado. Ela está integrada à cena, ao espaço e à experiência do público. Tudo foi pensado para criar percepção, presença e atmosfera”, destaca Glauber Vianna, que é o diretor artístico e artista multimídia conhecido por desenvolver visuais de cena para turnês de artistas como Tribalistas, Los Hermanos, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Roberto Carlos, além de projetos para televisão.
O trabalho se constrói a partir de um campo de referências artísticas. Na dança, dialoga com o coreógrafo norte-americano Alwin Nikolais, especialmente em Noumenon Mobilus (1953), ao pensar o corpo como matéria visual, além das investigações da bailarina coreana Haeni Kim.
Na imagem, aproxima-se de fotógrafos como a norte-americana Francesca Woodman, o francês Denis Darzacq e o australiano Bill Henson, enquanto a luz se estrutura sob influência do pintor italiano Caravaggio.
Há ainda ressonâncias com artistas como o britânico Anthony McCall, o norte-americano James Turrell e o ilsnadês-dinamarquês Olafur Eliasson, além de práticas contemporâneas como teamLab e Random International. A obra também se inspira na improvisação presente nas coreografias do israelense Ohad Naharin e do britânico Wayne McGregor.
Ficha técnica
Direção Geral: Gabriela Moriondo e Glauber Vianna Direção
Coreográfica: Gabriela Moriondo
Direção Artística: Glauber Vianna
Bailarina: Gabriela Moriondo
Ensaiador: Maicom Souza
Participações: Claudia de Souza, Vera Moriondo A. do Nascimento
Produção Executiva: Fernanda Holz
Cenário: Glauber Vianna
Iluminação: Vitor Lorenção
Edição de Trilha Sonora: Glauber Vianna
Mixagem: Marcus Neves
Técnico de Som: Luci Fernandes
Figurino: Regina Schimitt
Diretor de Fotografia / Estúdio: Alexandre Barcelos
Assistente / Estúdio: Luigi Alegro
Sistema de Espelho / Programação Arduino: Arthur Barreto das Graças, Kauã Araujo Dias da Silva, Odair de Barros Junior, Philipe Rangel Demuth, Samuel Lopes Ferreira, Thiago Loureiro Carvalho (EEEM Arnulpho Mattos)
Montagem: Lucas Mixirica, Murilo Cabelo, André Magnago
Contrarregra: Lucas Mixirica
Fotógrafo / Espetáculo: Bernardo Firme
Fotógrafo / Cartaz: Alexandre Barcelos
Identidade Visual: Glauber Vianna
Assessoria de Imprensa: Purpurina
Social Media: Pâmella Fernandes
Intérprete de Libras: Cláudia Vieira
Estúdio de Ensaio: Coletivo Emaranhado
Projetor e Laser: Pixxfluxx
Estúdio de Filmagem: Finordia Filmes
Catering: Bar do Beco
Apoio:
Theatro Carlos Gomes
Fixxfluxx
Purpurina
Coletivo Emaranhado
Finordia Filmes
Conecta Audiovisual
Produção associada:
Gabriela Moriondo
Realização:
Deep Studio Secult – ES Fucuntultura
Governo do Estado do Espírito Santo SNC – Sistema Nacional de Cultura
Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura Ministério da Cultura – Governo do Brasil
Serviço:
Pré-estreia do espetáculo SOMA
Datas: 28/05 (quinta-feira)
Horário: 20h
Apresentação gratuita (esgotada)
Espetáculo SOMA
Datas:
29/05 (sexta-feira)
30/05 (sábado)
31/05 (domingo)
Horários:
20h (sexta-feira)
17h30 e 19h30 (sábado)
17h30 (domingo)
Local: Theatro Carlos Gomes – R. Barão de Itapemirim, 232, Centro, Vitória
Ingressos: R$35 (promocional) | R$22 (meia) | R$44 (inteira).
Classificação livre
Vendas pela plataforma Sympla
Fonte: Secult

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