Navios fazem apitaço após recorde do século em movimentação de carga

Navios fazem apitaço após recorde do século em movimentação de carga

O Porto de Vitória atingiu uma marca histórica nesta quarta-feira (29) e fechará 2021 com o recorde do século em movimentação de cargas. Ao todo, foram transportadas 8,15 milhões de toneladas de mercadorias, ao longo do ano, nos terminais do Porto de Vitória, segundo informações da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa).

A marca superou as 8,113 milhões de toneladas movimentadas durante o ano de 2011. Ela foi batida às 9 horas desta quarta-feira, com a desatracação do navio Resiliente do berço 204 do Terminal de Capuaba, em Vila Velha, que seguiu rumo ao Rio de Janeiro.

O recorde foi devidamente comemorado com um apitaço de 15 minutos, feito por três rebocadores, que também fizeram o lançamento de jatos d’água. A expectativa da Codesa é que, até sexta-feira (31), o Porto de Vitória feche o ano com uma movimentação de carga superior a 8,2 milhões de toneladas.

Ainda de acordo com a companhia, durante o ano foi registrado um crescimento em todos os perfis de carga transportada pelo Porto de Vitória — granéis sólido e líquido, conteinerizada e carga geral solta.

Para o presidente da Codesa, Júlio Castiglioni, a marca histórica merece ser comemorada, ao mesmo tempo em que aumenta a responsabilidade.

“O crescimento deste ano é resultante de um esforço coletivo, de um compromisso firme dos empregados da companhia em resgatar a credibilidade e a eficiência do porto”, ressaltou Castiglioni.

“O desenvolvimento que se espera para os próximos anos demandará não apenas a manutenção das boas práticas de gestão já implantadas, mas de uma capacidade de investimento e de uma dinâmica de novos negócios que o atual modelo estatal não permite. A Codesa possui ativos intelectuais que a credenciam para o novo modelo de concessão que está por vir”, completou.

Privatização da Codesa prevista para 2022

O Porto de Vitória está entre os terminais portuários que deverão ser concedidos pelo governo federal à iniciativa privada. No início do mês, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o governo a prosseguir com o processo de desestatização da Codesa.

O Ministério da Infraestrutura pretende realizar o leilão entre março e abril do próximo ano. A expectativa é de que o edital seja publicado em janeiro, uma vez que as recomendações feitas pelo TCU na deliberação são consideradas bastante viáveis dentro do governo.

Quem arrematar a companhia terá de desembolsar quase R$ 783 milhões em investimentos, num contrato com duração de 35 anos.

Portuários contrários à privatização da Codesa

A iminente privatização da Codesa, no entanto, tem gerado insatisfação por parte de alguns portuários que atuam no estado. Na semana passada, eles realizaram uma paralisação, fechando a entrada do Terminal de Capuaba. O ato fez parte de uma mobilização nacional.

Segundo informou o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), a mobilização aconteceu em defesa dos portos públicos e o objetivo foi chamar a atenção da sociedade para as consequências da venda da Codesa.

O sindicato afirmou que, com a privatização, “haverá desemprego, fuga de cargas para outros estados, aumento de tarifas, perda de arrecadação municipal e estadual, entre outros”.

 

 

Reprodução: Folha Vitória