Talento do Espírito Santo brilha no Exterior
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Esdras Maddalon é um virtuoso brasileiro em terras estrangeiras e que, após mais de 20 anos residindo na Itália, retornou ao País em 2024 para participar do Festival Internacional de Violões do Estado do Espírito Santo (FIVES),deixando claro a importância de suas raízes e o prazer de retornar ao Brasil, agora como um músico mundialmente reconhecido. Ainda Sobre esse evento, reuniu violonistas de diversos estados e países, incluindo Celso Faria, Alessandro Penezzi, Léo Mueller, Manuel Espinás, Christopher Allen, Hector Rodriguez, Maria Haro, Marcos Puña, entre outros.
Foi nesse evento, especificamente no Palácio Sônia Cabral, durante sua apresentação, que Esdras reencontraria Elias Belmiro, um dos primeiros músicos capixabas a abrir as portas para o jovem talento em uma apresentação na UFES. Pouco tempo depois,Belmiro faleceu,revestindo esse encontro de muitos significados.
Ao longo de sua carreira, Esdras se apresentou como solista em diversos festivais de violão e música na Itália, incluindo eventos em Milão, Lodi, Parma, Turim, Capri e Roma. No Brasil, destacou-se em apresentações na “Mostra de Cordas Dedilhadas” em São Paulo, na série “La Guitarra” em Porto Alegre, na “Mostra de Música de Câmara” em Sorocaba e nos “Encontros Musicais” em São Luís do Maranhão, promovidos pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).
Esdras conquistou os primeiros lugares em vários concursos internacionais, incluindo o “Concorso e Festival Internazionale N. Paganini della Chitarra” em Parma, o “Concorso Chitarristico Internazionale Città di Favria”, o “Concorso di Interpretazione Musicale di Lissone”, o “Concorso e Festival Internazionale Arte a 6 corde” em Pavullo nel Frignano, Modena, e o “Concorso Musicale Speciale Ventennale Ossola Guitar Festival” em Omegna.
Em 2019, apresentou-se como solista na 154ª edição da temporada de concertos da histórica “Società del Quartetto di Milano”, no “Salone d’onore da Casa Giuseppe Verdi de Milão”. Em 2020, participou do projeto “Brighten your day – Brazilian Culture from Home”, promovido pelo Consulado-Geral do Brasil em Nova Iorque.
Além de sua carreira como intérprete, Esdras é dedicado à educação musical. Desde 2022, atua como professor de música na Scuola Civica di Musica di Milano, compartilhando seu vasto conhecimento e experiência com as novas gerações de músicos.
A trajetória de Esdras Maddalon reflete seu compromisso com a música clássica e sua dedicação ao ensino, consolidando-o como uma figura de destaque no cenário musical internacional.
Seu destaque em território estrangeiro nunca afastou o artista daquilo que lhe é mais caro,suas origens, ao contrário, essa base assimilada no início em Vitória, o acompanha até hoje.
John Kennedy Ayres de Almeida, Professor da Fames e ex Professor do artista.
Quando eu encontrei o Esdras na escola de música, ele estava procurando professor de violão, foi um acaso.
Eu convidei ele para ser meu aluno, acho que ele tinha uns 12 ou 13 anos e tinha uma vontade muito grande de estudar e nós começamos, devagar como todo aluno na escola de música,ele foi se dedicando cada vez mais,e,ao longo do tempo foi amadurecendo e eu fui vendo que ele estava comprometido com aquilo ali. Então comecei a passar técnicas, exclusivamente mais técnicas do que a própria música e fomos investindo nisso.
Ele foi absorvendo isso tudo com muita rapidez, porque além da habilidade ele tinha força de vontade pra estudar e tinha tempo,então ele rapidamente trazia as coisas já preparadas, bem estudadas e tirando boas notas nas provas e assim ele foi crescendo pouco a pouco.
Dois ou três anos depois a evolução dele foi muito boa e ei senti que ele poderia ir muito mais longe foi quando eu passei a conduzir os estudos dele de forma mais intensiva.
Eu dava peças de diferentes dificuldades para que ele pudesse absorver e entender o que ele poderia encontrar no futuro.
Passado um tempo de afastamento ele retorna e manifesta o desejo de ir para Itália, lembrando que nessa volta,nós já estávamos bem adiantados nas técnicas e matérias que eu tinha passado para ele e já tocava peças de Vila Lobos ,peças bem adiantadas, o Concerto de Vila Lobos por exemplo ele já tocava todo.
Como ele tinha boa vontade, a aula dele era prolongada e eu fui ensinando e ele crescendo. Chegou um dado momento em que ele queria expandir mais e disse iria para Itália e nessa ida para o exteriores que ele teve sucesso, porque tinha absorvido todas as técnicas que eu tinha passado para ele aliado ao domínio completo que ele tinha do instrumento.
Em pouco tempo ele já dominava isso tudo e esse ensinamento o ajudou a crescer lá fora.
Indo para Itália, aí sim,ele passou lá, fez a faculdade cursando ainda o CFM aqui no Brasil ,essa é a grande diferença, porque tem muita gente sai daqui do CFM ,vai pra lá e volta.
Ele não,ele foi,passou,tirou a melhor nota lá, o professor de lá, da faculdade viu que ele tinha potencial e aproveitou ele.
Isso denota o seguinte:
Quando a pessoa tem aptidão e vontade de estudar é uma coisa, mas a pessoa tem que ter vontade de ganhar,tudo o que vier pela frente e ele tem isso com ele.
Ele é uma pessoa “fria” no palco , encara o palco a qualquer momento, pra ele é normal.
Ele é um violonista muito bom, seguro, que tem a capacidade de crescer muito mais ,basta ele se dedicar ainda mais do que já faz e tem tido pra fazer uma carreira ainda maior.
No dia 19 de julho próximo nós vamos tocar juntos, vai ser um prazer tocar com ele ,será a comemoração dos 100 anos de Maurício de Oliveira e era um sonho dele tocar aqui em Vitória com a Orquestra e conseguiremos fazer isso em julho.
Ele absorveu tudo o que tinha aqui,absorveu tudo o que tinha lá, não desprezando o que ele aprendeu aqui e isso que é importante numa pessoa é além de tudo ele é humilde de entender que ele aprendeu aqui e foi pra lá com todo potencial possível além da humildade ele é um ser humano simples e fantástico e capaz.
Esse é o Esdras Maddalon, um violonista exemplar.
Esdras Maddalon
1-Para aqueles não conhecem, fale um pouco sobre sua trajetória artística.
Em 1997 comecei meus estudos de violão clássico na antiga EMES, atual FAMES e a frequentai durante 4 anos. Em 2003 me mudei pra Milão na Itália. Ingressei na Civica Scuola di Musica Claudio Abbado e me formei em 2010 pela Civica e também pelo Conservatorio Giuseppe Verdi de Milão. Participei de vários concursos internacionais e ganhei uma dúzia de prêmios, dentre eles, cinco foram 1° lugares. O mais importante foi o concurso do Festival Paganini de Parma em 2010. Este último concurso me abriu portas: ainda hoje recebo propostas de concertos por causa dos contatos que crei nesse período. Desde 2010 tenho me apresentado em vários festivais de violão e de música. Um dos mais importantes foi a 154a edição da temporada de concertos da histórica Società del Quartetto di Milano. Recentemente me apresentei como solista com a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo e com a All-Russian Youth Symphony no Winter Internacional Festival in Sochi. Desde 2022 sou professor de violão clássico da faculdade de música Civica Scuola di Musica Claudio Abbado, a mesma onde fui aluno.
Orquestra Filarmônica de São Petersburgo
Com a Ministra em São Petersburgo
2-Quando foi que você percebeu que a música faria parte da sua vida?
Acredito que percebi isso na primeira aula quando meu professor John Kennedy tocou para mim uma pequena valsa ao violão; eu tinha 13 anos. Simplesmente me apaixonei pelo instrumento, aquilo me parecia algo mágico; na verdade é assim até hoje. Mas a decisão em me tornar músico profissional ocorreu quando eu tinha 18 anos. Lembro-me que no último ano do Ensino Médio eu fiquei longe do violão para estudar para o vestibular da UFES que, por sorte, não passei (risos). No ano seguinte, ao invés de fazer um pre- vestibular, resolvi de um dia para outro que não iria deixar mais a música e me iria me tornar profissional.
3-Voltando ao Espírito Santo de 20 anos atrás, quem foram seus mestres aqui?
Meu único professor de violão no Brasil foi o John Kennedy Ayres de Almeida. Estudei com ele durante 4 anos desde as primeiras notas ao violão até tocar o Concerto de Heitor Villa- Lobos para violão. Esse período foi fundamental para mim, não só por aprender logo técnicas e o repertório complicado do violão, mas pela seriedade que isso implicava. Uma vez cheguei na aula sem ter estudado, depois de ter feito uma hora de ônibus em pé (eu morava na Serra sede); o John simplesmente me disse <<muito bem, volte pra casa e quando tiver estudado volte para a aula<<. Nunca mais voltei para aula sem ter estudado! Não posso de deixar de mencionar meu amigo Fabrício Moreira que me ensinou um pouco de violino (instrumento que toquei durante uns quatro anos), teoria musical, harmonia e também me acompanhou ao piano no Concerto do Villa, além de ter sido a pessoa que mais me incentivou a continuar na música.
4-Você se recorda de sua primeira apresentação pública no Estado?
Sim, me lembro muito bem. Eu devia ter uns 14 ou 15 anos quando abri o concerto do grande Elias Belmiro no Teatro da UFES. Nesta ocasião o Elias que já era muito famoso foi bem generoso em abrir o espaço para mim. Toquei Odeon de Ernesto Nazareth acompanhado pelo John ao violão 7 cordas e o Ivaldo Maciel no cavaquinho. Quando revi o Elias no meu concerto no Palácio Sonia Cabral pude reviver um pouco daquele momento tão especial.
5-Porque você saiu do País? Tem relação com a sua carreira?
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Por vários motivos. Um deles é que não existia um curso de bacharelado em violão reconhecido pelo MEC. Chamou-me a atenção também que eu via vários músicos clássicos da Europa que tocavam muito bem. Quando lia o currículo de vários músicos clássicos renomados brasileiros, todos tinham estudado fora. Então acreditei que se eu fosse para a Europa eu teria maior acesso ao ensino de música clássica. Já a escolher de viver aqui por causa da carreira veio bem depois, quando eu já estava formado e começava a dar recitais e fazer concursos.
6-Como foi seu começo fora do país ?
Bem difícil. Eu já ganhava 3 salários mínimos como professor em Vitoria, além do conforto de estar na casa dos pais. Com 19 anos cheguei aqui com um violão e uma mochila nas costas. Como minha família não podia me ajudar, tive que trabalhar nos primeiros dois anos como lava-pratos, garçom e faxineiro para me manter, além de estudar. Só depois de dois anos comecei a trabalhar como violão tocando na noite e dando aulas. A partir daí minha vida aqui só melhorou aqui.
7-Explica qual a sua formação?
O sistema pelo qual me formei pelo Conservatorio G. Verdi e pela Civica não existe mais. Chama-se “diploma di vecchio ordinamento” em violão clássico. Esse curso durava 10 anos, embora eu o tenha antecipado em 7. Hoje esse diploma equivale à graduação junto com o mestrado em performance comparado ao novo sistema de faculdades de música na Europa.
8-Então na Italia o valor legal do meu curso é de mestrado em violão. É possível viver de música no Espírito Santo? e na Itália?
Tenho vários amigos e familiares que vivem de música no ES. Cada um vive de um jeito diferente. Tem quem dá aulas particulares, toca na noite, toca em orquestras, dá aulas em faculdades; enfim cada um encontra seu lugar.
Já na Itália muita gente dá aulas nas “scuole medie ad indirizzo musicale”. São praticamente escolas técnicas no ginásio com alunos de 11 aos 14 anos de idade, onde os alunos tem aulas com todas matérias além do instrumento musical, que também é uma das matérias. Isso funciona como um pré-conservatório. Outros tocam em orquestras. Tenho amigos que também tocam na noite, mas a maioria também ensina música.
9-Cada vez mais você tem sido convidado para eventos pelo mundo, recentemente com a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo na Rússia e agora em Sochi. Discorra sobre essas participações e a importância disso.
Essas duas apresentações foram os pontos mais importantes da minha carreira até agora. Em setembro de 2024 fui convidado para me apresentar como solista com a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo, a mais antiga da Rússia. Nesta ocasião fui representar oficialmente o Brasil no concerto de Gala “The Classics of BRICS” no Teatro Alexandrinsky em São Petersburgo onde cada país dos BRICS trouxe um artista. Estiveram presentes autoridades e ministros de todos os países dos BRICS, inclusive a nossa ministra da cultura Margareth Menezes. Toquei o segundo movimento do concerto de Villa-Lobos para violão e orquestra e o Tico-tico no Fubá como bis.
Agora em fevereiro voltei para a Rússia, dessa vez em Sochi, para tocar no “XVIII Winter Internacional Arts Festival” o Concierto de Aranjuez de Joaquin Rodrigo com All-Russian Youth Symphony Orchestra. Nunca participei de um festival tão grande. Foram cerca de 40 concertos durante 12 dias, concurso internacional e curso de inverno com professores que vieram até da Orquestra Filarmônica de Berlim. Fui convidado pelo maestro Yuri Bashmet que é o violista mais famoso do mundo, além de ser regente de três orquestras em Moscou e o diretor do festival.
10-Você também é Professor de Música na Itália, é uma questão de sobrevivência ou é algo de que você gosta, ensinar.
Desde 2022 sou professor da mesma faculdade de música onde estudei: a Civica Scuola di Musica Claudio Abbado de Milão. Na Civica temos o bacharel, mestrado e agora até o doutorado em música. É uma instituição com mais de 160 anos de história com alunos de mais de 30 países, por isso me sinto honrado em ser um dos professores de violão. É gratificante orientar alunos que se tornarão profissionais. De qualquer forma eu sempre gostei de ensinar, desde quando morava no Brasil. Quando chega um aluno e me diz que acha que não tem tanto “talento” e, depois de alguns meses começa a ver o resultado, é maravilhoso ver o seu entusiasmo; fico feliz quanto ele. Atualmente metade da minha renda vem das aulas e a outra das apresentações, mas mesmo que um dia eu possa só viver de apresentações eu creio que continuarei ensinando; isso faz parte de mim.
11-Dos músicos Brasileiros você já tocou de Villa-Lobos ao grande Maurício de Podemos fazer uma analogia entre esses artistas e os estrangeiros?
Villa-Lobos foi o nosso maior compositor de música clássica e influenciou todos que vieram depois dele. Maurício, por exemplo, foi um dos primeiros (se não o primeiro) a gravar praticamente toda a obra do Villa para violão; isso acabou refletindo também em suas composições. Uma coisa interessante é que ambos tocavam o violão e também foram influenciados pela música popular brasileira. Se compararmos com os compositores europeus do mesmo período, as composições dos brasileiros acabam soando muito mais “violonísticas” e isso fez com que entrassem rapidamente no repertório dos violonistas do mundo inteiro.
12-No Espírito Santo a FAMES( Faculdade de Música) tem um papel importante na formação dos músicos capixabas, qual a importância dessa instituição? Inclusive na sua própria trajetória?
A FAMES foi fundamental para mim. Com apenas 13 anos eu já estava lendo partituras e estudando a técnica do violão clássico e tudo isso gratuitamente! Então logo pude me confrontar com outros alunos que iriam se tornar músicos profissionais; isso me incentivou muito. Hoje a FAMES tem vários cursos reconhecidos, inclusive o bacharel em violão. Aliás, já tenho dois alunos capixabas estudando comigo em Milão que também vieram da FAMES.
13-Voce já pensou em fazer uma apresentação apenas com a obra de Maurício de Oliveira? Você chegou a ter contato com ele, certo?
Conheci o Maurício em um dia histórico em Vitoria. O meu professor John me chamou no camarim do Teatro Carlos Gomes no dia em que ele iria tocar o Concerto do Villa e também a estreia o concerto do Maurício para dois violões e orquestra junto com o Elias Belmiro.
Então ele me pediu pra tocar (me lembro que toquei Asturias de Albeniz) e mostrar para o Maurício. Eu era um garoto bem abusado, então toquei até, achando que iria impressionar o Maurício. No final ele disse: >> muito bem, parabéns >> só isso. Disseram-me que o Maurício não era de elogiar muito, então esse elogio já deve ser sido muito.
Sim, pensei até em fazer um concerto solo com composições do Maurício neste ano de 2025 quando ele completaria 100 anos de nascimento, mas ainda não consegui concretizar esse projeto devido às apresentações que tenho tido. Mas se não for esse ano será mais adiante.
14-Existe possibilidade de comparação entre o violão clássico e o popular ou são linguagens diferentes a partir do mesmo instrumento? Discorra Sobre isso por favor
O instrumento é o mesmo, embora exista uma diferença entre a postura, sonoridade e principalmente a interpretação. Para fazer um exemplo, veja meu arranjo do Tico-Tico no Fubá; dá para perceber claramente que sou um violonista clássico tocando música popular. Usando o mesmo raciocínio, o Yamandu Costa (que é meu violonista preferido) tocando o concerto de Aranjuez, é um virtuoso do violão popular tocando música clássica. É como um idioma, cada um tem o seu sotaque.
15-Qual o seu sonho enquanto artista?
O violão clássico sobrevive através dos festivais de violão, que é uma ótima opção. Meu sonho é levar o violão cada vez mais para o grande público de música, que não seja somente um público de entendedores do instrumento. Um pouco como tenho feito ultimamente.
16-Quando você volta ao Espírito Santo para se apresentar?
Existe uma previsão de apresentação para o dia 19 de julho deste ano, exatamente para festejar o centenário do nascimento do Maurício. O John e eu devemos tocar o concerto para dois violões em Lá menor do Maurício com a OSES regida pelo maestro Hélder Trefzger. Este concerto é o mesmo que citei anteriormente, do dia em que conheci o Maurício. O Maurício fez a obra para dois violões e o próprio Elias Belmiro fez o arranjo para dois violões e orquestra.
17-Qual a sua mensagem para o jovem estudante de música no Espírito Santo?
Eu acredito que a música deve fazer parte de todos, seja como expectador ativo, como hobbie ou profissionalmente. Acho que o aluno deve continuar fazendo música independente se irá se tornar um professor, músico da noite, músico de orquestra ou um solista internacional. O importante é que ele seja feliz no que faz, pois algum trabalho na música ele sempre encontra. Agora se a pretensão dele é ser um concertista internacional ele terá que ter muita paciência, pois o caminho é bem longo. Tem que sentir como se tivesse quase uma vocação, como se realmente isso fosse a sua missão aqui na terra.
Assim ele conseguirá enfrentar os desafios diários que essa profissão exige, mas ao mesmo tempo o gratifica.
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